Celebrar a Eucaristia é experimentar plena comunhão com Deus, diz Papa

No Angelus deste domingo, 3, Francisco recordou a solenidade de Corpus Christi, celebrada hoje em muitos países, e a instituição da Eucaristia

Da redação, com Boletim da Santa Sé

Papa Francisco durante o Angelus deste domingo, 3/ Foto: Reprodução Youtube Vatican News

No Angelus deste domingo, 3, Papa Francisco recordou a solenidade de Corpus Christi – Corpo de Cristo – vivida na última quinta-feira, 31, e celebrada hoje em muitos países. Com as palavras de Jesus, pronunciadas na Última Ceia com seus discípulos, Francisco relembrou a instituição da Eucaristia e afirmou que celebrá-la é experimentar plenamente a comunhão com Deus. “Recebemos o amor de Jesus em nós e compartilhamos com os outros. Esta lógica está inscrita na Eucarística”, completou.

O Santo Padre aproveitou para enfatizar o valor do Corpo e Sangue de Cristo para os cristãos na tradição da Igreja:“Por causa desse testemunho de amor, a comunidade cristã se reúne todos os domingos e todos os dias, em volta da Eucaristia, o sacramento do sacrifício redentor de Cristo. Atraídos por sua presença real, os cristãos o adoram e o contemplam através do sinal humilde do pão que se tornou seu Corpo”.

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Segundo o Pontífice, ao nutrir-se com o Corpo e Sangue de Cristo os fiéis recebem o amor e a presença de um Deus capaz de purificar a humanidade e transformá-la. Diante deste fato, Francisco denotou Corpus Christi como um mistério de atração em Cristo e de transformação Nele.

“É uma escola de amor concreto, paciente e sacrificado, como Jesus na cruz. Ensina-nos a tornar-nos mais acolhedores e disponíveis àqueles que buscam compreensão, ajuda, encorajamento e são marginalizados e se encontram sozinhos. A presença de Jesus vivo na Eucaristia é como uma porta, uma porta aberta entre o templo e a estrada, entre a fé e a história, entre a cidade de Deus e a cidade do homem”, explicou.

Por fim, o Papa recordou a tradicional procissão popular com o Santíssimo Sacramento e convidou os católicos a participarem, mesmo espiritualmente, de suas atividades neste domingo. “Assim como o Beato Paulo VI fez há 50 anos, celebrarei a missa, que será seguida pela procissão com o Santíssimo Sacramento”, concluiu.

Depois do Angelus

Após o Angelus, Francisco se uniu em oração aos bispos e a todo o povo da Nicarágua e expressou tristeza pela grave violência, com mortos e feridos, levada a cabo por grupos armados para reprimir protestos sociais. “Eu rezo pelas vítimas e suas famílias. A Igreja é sempre para o diálogo, mas isso requer um compromisso ativo de respeitar a liberdade e, acima de tudo, a vida. Rezo para que toda a violência cesse e que haja os mais breve possível, condições para a retomada de um diálogo”, pediu o Pontífice.

O Papa recordou a proclamação neste sábado, 2, em Nápoles, da Irmã Maria Crocifissa do Amor Divino, Maria Gargani, fundadora das Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração, como bem-aventurada, e saudou todos os peregrinos da Itália, e de diferentes países, reunidos na Praça São Pedro na manhã deste domingo.

Ao final, Francisco dirigiu uma saudação especial aos fiéis reunidos hoje em Sotto il Monte, com o bispo de Bérgamo, no aniversário da morte de São João XXIII. “A peregrinação na região de Bérgamo dos despojos deste Pontífice, tão amado pelo povo, pode despertar generosas boas intenções em todos”, afirmou.

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