O Quinto Mandamento da Igreja e o Dízimo

Muitas pessoas tem dúvidas a respeito desse mandamento. Alguns perguntam: Como devo “pagar” o dízimo? São 10% do que eu ganho? Se eu ficar desempregado e depois voltar a trabalhar, eu tenho que “pagar os atrasados”? Em visto desses questionamentos ajudaremos a entender um pouco a respeito desse mandamento.

O Quinto mandamento da Igreja ensina que devemos “ajudar a Igreja em suas necessidades”. É importante termos consciência e clareza de que o dízimo é um Mandamento da Santa Igreja.

Vejamos o que diz o Código do Direito Canônico: “Os fiéis têm obrigação de socorrer às necessidades da Igreja, a fim de que ela possa dispor do que é necessário para o culto divino, para as obras de apostolado e de caridade e para o honesto sustendo dos ministros.” (Cânon 222).

E o que diz o Catecismo da Igreja Católica? “O quinto preceito («prover as necessidades da Igreja, segundo os legítimos usos e costumes e as determinações») aponta ainda aos fiéis a obrigação de prover, às necessidades materiais da Igreja consoante as possibilidades de cada um.” (CIC 2043).

Portanto, o Código e o Catecismo nos dizem da obrigação de atender as necessidades da Igreja, mas não da obrigatoriedade de que seja 10% de tudo o que se ganha; a Igreja não exige 10% do salário; Embora isso seja muito bonito e meritório para quem pode e deseja fazer, o importante é, como disse São Paulo, dar com alegria, pois “Deus ama aquele que dá com alegria” (cf. 2 Cor 9,7).

Dízimo é pagamento? Não! Dízimo é devolver a Deus aquilo que Ele providenciou na minha vida. É uma ato de generosidade do coração humano com a providência divina.

São Paulo vai nos ensinar acerca da providência: “Poderoso é Deus para cumular-vos com toda espécie de benefícios, para que tendo sempre e em todas as coisas o necessário, vos sobre ainda muito para toda espécie de boas obras.” (2 Cor 9,8).

Quanto devo contribuir? Não existe um valor estipulado. Cada fiel deve discernir o quanto deve dar e como deve dar. O importante é que tenha compromisso e seja fiel. São Paulo diz: “Dê cada um conforme impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento”. Novamente recordamos a frase de São Paulo: “Deus ama quem dá com alegria”.

Atenção! Caso eu fique desempregado e não possa contribuir com o meu dízimo, quando voltar a trabalhar, devo acertar os meses em que fiquei desempregado? A resposta é não. Pois o dízimo não é pagamento. Logo não é uma dívida. Caso você fique desempregado e depois de alguns meses volte a trabalhar, não é obrigatório contribuir com os meses que estava desempregado. A não ser que você queira fazer por vontade própria. Mas não é uma dívida. Comece a contribuir do mês que voltou a receber seu salário.

Note-se que o dízimo deve ser dado “a Igreja”. Uma parte dele pode ser dado a outras instituições “da Igreja” aprovadas pelos bispos. Porém por questão de justiça, devemos ajudar mais a Paróquia (ou Capela) em que participamos. Pois é nela que participamos das Missas, recebemos os sacramentos de reconciliação, da eucaristia, do matrimônio… É à paróquia que recorremos para receber o sacramento de cura, que é a Unção dos Enfermos… Portanto nada mais que justo ajudarmos a Paróquia (ou Capela) que estamos engajados.

Querido paroquiano, seja um dizimista! A sua contribuição fará uma grande diferença nas obras e manutenção de nossa paróquia.

Que este pequeno texto tenha ajudado você e aos seus a entenderem melhor acerca do quinto mandamento da Igreja.

Deus vos abençoe!

Padre Sérgio Luis, pároco.

 

 

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