“A missão tem um centro, a missão tem um rosto”, afirma Papa

A partir do evangelho deste domingo (cf. Mc 6, 7-13), Francisco refletiu sobre dois pontos do estilo missionário

Da redação, com Boletim da Santa Sé

Papa Francisco durante o Ângelus deste domingo, 15/ Foto: Reprodução Youtube Vatican News

No Ângelus deste domingo, 15, Papa Francisco recordou o momento em que Jesus enviou os doze apóstolos em missão. “A passagem do Evangelho se concentra no estilo do missionário, que podemos resumir em dois pontos: a missão tem um centro, a missão tem um rosto”, afirmou o Santo Padre. O Pontífice explicou que o discípulo missionário tem antes de tudo um centro de referência, que é a pessoa de Jesus, e seu estilo é, por assim dizer, um rosto, que consiste na pobreza.

O Santo Padre explicou que uma série de verbos do evangelho deste domingo (cf. Mc 6, 7-13) remetem a Jesus. “O ir e trabalhar dos Doze parece como que irradiando de um centro, a recorrência da presença e da obra de Jesus em sua ação missionária”, observou. Francisco continuou: “Isso mostra como os apóstolos não têm nada de próprio para anunciar, nem própria capacidade de demonstrar, mas falam e agem como ‘enviados’, como mensageiros de Jesus”.

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A missão é dada aos cristãos, segundo o Pontífice, por meio do batismo. “Para nós esta missão é autêntica apenas a partir do seu centro imutável que é Jesus, não é uma iniciativa individual, de grupos ou mesmo de grandes grupos, mas é a missão da Igreja inseparavelmente unida ao seu Senhor”, comentou. O Papa reforçou que um batizado que não sente a necessidade de anunciar o Evangelho, anunciar Jesus, não é um bom cristão.

Missão e pobreza

“O Mestre quer que eles sejam livres e leves, sem apoio e sem favores, seguros apenas do amor dAquele que os envia, fortes apenas de sua palavra que eles vão anunciar”, afirmou Francisco. O Papa relembrou a ordem dada por Jesus aos discípulos, para que não levassem nada além de um bastão para a jornada. “O bastão e as sandálias são a dotação dos peregrinos, porque assim são os mensageiros do reino de Deus, não gestores onipotentes, não funcionários estáveis, não divos em turnê”, observou.

Ao final de sua reflexão, Francisco lembrou a essência de santos, como São Filipe Neri, São Benedito José Labre, Santo Aléssio, São Gaspar Del Bulfalo: “Eles não eram funcionários ou empreendedores, mas humildes trabalhadores do Reino”. O Santo Padre também citou a história do próprio Jesus, sua rejeição e crucificação. “Somente se estivermos unidos a Ele, mortos e ressuscitados, poderemos encontrar a coragem da evangelização”, concluiu Francisco.

Por fim, o Pontífice rogou a Virgem Maria para que ajude os cristãos a trazerem ao mundo a mensagem do Evangelho, para além de toda a rejeição, incompreensão ou sofrimento.

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