Protagonismo do Bem: “Não basta não fazer o mal”, diz Papa aos jovens

Papa se encontra com jovens na Praça de São Pedro, em preparação ao Sínodo dos Jovens e à JMJ do Panamá

Da redação, com VaticanNews

Papa Francisco aos jovens italianos: “Não basta não fazer o mal. É preciso ser protagonista do bem.”/ Foto: Reprodução Youtube VaticanNews

O Papa Francisco se encontrou, na manhã deste domingo, 12, na Praça de São Pedro, com milhares de jovens italianos, em preparação ao Sínodo dos Jovens e à JMJ do Panamá.

A Santa Missa foi presidida às 9h30 (horário de Roma) pelo presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Gualtiero Bassetti, e concelebrada por mais de 120 bispos, que acompanhavam os jovens participantes da iniciativa “Por mil estradas rumo a Roma”, provenientes de 180 dioceses.

Após a Santa Missa, o Papa Francisco rezou o Ângelus com os fiéis.

Francisco começou falando sobre a passagem “Não entristeçais o Espírito Santo”, da segunda leitura, e lembrou aos jovens que para que isso aconteça deve-se viver de maneira coerente com as promessas do Batismo, que têm dois aspectos: a renúncia do mal e a adesão ao bem.

“Renunciar ao mal significa dizer ‘não’ às tentações, ao pecado, a satanás. Mais concretamente, significa dizer “não” a uma cultura da morte, que se manifesta na fuga do real para uma falsa felicidade que se expressa nas mentiras, na fraude, na injustiça, no desprezo do outro. Para tudo isso, ‘não’.”

O Papa enfatizou que não basta não fazer o mal para ser um bom cristão, mas que é necessário aderir ao bem e fazer o bem:

“Muitas vezes acontece de ouvir alguns que dizem: ‘Eu não faço mal a ninguém’. E acredita-se ser um santo. Ok, mas você faz o bem? Quantas pessoas não fazem o mal, mas nem mesmo o bem, e sua vida acaba na indiferença, a apatia, na tibiez. Essa atitude é contrária ao Evangelho, e também é contrária ao caráter de vocês jovens, que por natureza são dinâmicos, apaixonados e corajosos.”

O Pontífice lembrou aos jovens que cada um é culpado pelo bem que poderia ter feito e não o fez.

“Não basta não odiar, é preciso perdoar; não basta não ter rancor, devemos orar pelos inimigos; não basta não ser causa de divisão, é preciso levar a paz onde ela não existe; não basta não falar mal dos outros, é preciso interromper quando ouvimos falando mal de alguém. Parar as fofocas: isso é fazer o bem. Se não nos opomos ao mal, nós o alimentamos calando. É necessário intervir onde o mal se espalha; porque o mal se espalha onde não há cristãos ousados que se opõem com o bem, ‘caminhando na caridade’.”

Ao final, Francisco pediu a intercessão de Nossa Senhora nesta luta pelo bem.

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